Blog passando por mudanças de novo...
E elas não param por aí.
Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009
RED
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Diana Maurício
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Sábado, Janeiro 03, 2009
Eu sei que o tempo é pouco...
Não, eu não sei que o tempo é pouco.
Eu apenas sinto isso quando amo.
Eu sinto o amor.
E todo tempo para o amor é pouco.
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Depois de tanto tempo sem escrever tudo que eu consigo é esse verso piegas.
Mas também o que eu queria escrevendo ao som de "When I Look into your eyes"?
Escrito por
Diana Maurício
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21:25:00
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Sábado, Novembro 29, 2008
Domingo, Outubro 19, 2008
Meia-noite
É o tempo final.
É até onde eu poderia ter esperado.
Era o que eu precisava para cortar de uma vez esse liame invisível
que faz com que tudo me prenda à realidade imbecil de sentir.
Do lado de fora há um invólucro que ninguém percebe, mas que existe.
Está lá por algum motivo.
Eu percebo que não preciso aceitar tudo que a Natureza impõe.
Mesmo sendo mais do que interessante olhar o horizonte,
é lindo mas é desnecessário pois tudo me leva ao mesmo fim.
Me leva ao fim de onde eu comecei.
Comecei errado portanto.
Não consigo imaginar algo que comece errado e termine certo.
E tudo que envolve sentimento, amor, tudo isso só leva à dor.
Começar certo talvez não seja necessariamente começar sem dor.
Mas começar certo é com firmeza sem medo.
Andar sobre o fogo sem medo de queimar-se...
Por que eu devo sempre ir dormir à meia noite?
Devemos aprender a dormir quando se tem sono e não porque chega a meia noite,
ou hora qualquer.
Escrito por
Diana Maurício
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12:19:00
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Domingo, Setembro 07, 2008
Cartas de amor em linha reta
Linha reta seria uma espécie de ironia onde o poeta quer dizer que tudo que não esteja em conformidade com a sociedade está andando em linha torta?
Linha reta abrange sucesso? Ou melhor, uma conduta louvável é linha reta? Príncipes andam em linha reta?
O fato de dizer que as coisas só não dão certo para o poeta faz dele uma linha torta?
Só o poeta deu errado na vida.
Só o poeta toma porrada, foge das brigas e não paga as contas. Só o poeta não toma banho (ou pelo menos tem preguiça de tomar). Só o poeta é vil, infame, covarde...
Só o poeta é errôneo, um fingidor que sente a dor mas, prefere fingir que sente do que de fato senti-la, e sobretudo pretende de forma subliminar que os seus leitores sintam a sua dor em toda a sua profundidade mesmo sendo esta alheia à todos.
Só o poeta quer escutar qualquer barulho que o faça não pensar em nada, que o faça parar de sentir o próprio coração, que o faça parar de pensar em si mesmo. Só o poeta ouve a voz de Deus, guarda rebanhos e estes rebanhos são seus pensamentos que também são rios subterrâneos.
Só o poeta ama alguém, ou alguma coisa, mas só ama aquilo que tem de si em tudo. Só o poeta tem ousadia para referir-se ao teatro como seu quintal e destarte remeter-se à sua infância.
Só o poeta usa máscaras, veste dominós errados que não consegue despir e quando consegue já não é mais o mesmo poeta de antes. Só o poeta envelhece e fica bêbado.
Só o poeta não quer aproveitar o tempo, pois não sabe o que é o tempo para que o aproveite.
Só o poeta dorme no fim de tudo. No fim de quê?
Só o poeta ouve a voz que vem no som das ondas e que não é a voz do mar.
Só o poeta tem uma história pessoal com o Menino Jesus.
Só o poeta afirma que viver não é necessário, necessário mesmo é criar. Só o poeta sente a Natureza próxima de si quando ama. Só o poeta assume que falhou em tudo (mas como não teve propósito nenhum, talvez tudo fosse nada). Só o poeta tem um quarto com uma janela que dá para uma Tabacaria e o faz pensar no sentido das coisas (se é que elas o têm). Só o poeta não tem ideal nem esperança. Só o poeta sorri, dormindo...
Só o poeta quer que os deuses o deixem em paz...
Só poeta é ridículo...
Só o poeta pergunta se alguma coisa vale a pena, mesmo sabendo que tudo vale a pena se a alma não é pequena.
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Sinta este perfume que parece ser doce... [poesia]
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Diana Maurício
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17:51:00
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Domingo, Agosto 31, 2008
Livro do Desassossego
Um livro composto de fragmentos. Uma "autobiografia sem factos" extremamente instigante onde o semi-heterônimo Bernardo Soares revela suas confissões no tom mais intimista que Fernando Pessoa nos permite conhecer.
Poesia em prosa que aborda vários aspectos da vida de um ser humano aparentemente comum, que só não é mais comum porque provém da imaginação do grande poeta.
Eu gosto muito de livros assim, onde o escritor avança vários quilômetros de intelectualidade à frente do leitor.
Não é de hoje que Fernando Pessoa me deixa "fora do ar".
E nesse livro ele alcança o que eu chamo de alienação poética.
Tenho muita coisa a dizer sobre o Livro do Desassossego, mas não gosto de explicar coisas que eu absorvi de livros, porque penso que um livro é uma experiência pessoal que por mais que o que esteja escrito seja uma coisa só, cada um, na sua leitura, vai interpretar de uma forma diferente. Então fica aí a dica.
"As coisas modernas são
(1) A evolução dos espelhos;
(2) Os guarda-fatos.
Passamos a ser criaturas vestidas, de corpo e alma.
E, como a alma corresponde sempre ao corpo, um traje espiritual estabeleceu-se. Passamos a ter a alma essencialmente vestida, assim como passamos - homens, corpos - à categoria de animais vestidos.
Não é só o fato de que o nosso traje se torna uma parte de nós. É também a complicação desse traje e a sua curiosa qualidade de não ter quase nenhuma relação com os elementos da nossa elegância natural do corpo nem com os dos seus movimentos.
Se me pedissem que explicasse o que é este meu estado de alma, através de uma razão social, eu responderia mudamente apontando para um espelho, para um cabide e para uma caneta com tinta."
(Fernando Pessoa - Livro do Desassossego)
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Diana Maurício
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10:21:00
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Quinta-feira, Agosto 28, 2008
Exposição das minhas razões...
Peço desculpas ao poucos que entram nesse blog porque, às vezes, eu escrevo tão rápido que nem me dou conta dos erros de português. Só mesmo quando pego pra ler tudo que fico roxa de vergonha aqui... Mas, "como o blog é meu e como não sou profissional posso assim fazê-lo"... (risos)
E só pra não perder o costume:
"O essencial da arte é exprimir;
o que se exprime não interessa".
Fernando Pessoa.
E tenho dito!
Beijos.
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Diana Maurício
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23:25:00
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Domingo, Agosto 24, 2008
Ontem
Deixo registrada a minha tristeza sem um porquê declarado...
Abraços,
Diana.
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Diana Maurício
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20:49:00
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Sábado, Julho 19, 2008
E eu te amei, te amei demais...
E o nosso amor era grande demais
Era tão grande que não cabia dentro da gente
Era tão grande que não cabia nesta cidade.
Era tão grande que acabou.
Era tudo pra mim. Era mais do que você sempre pensou.
Mas acabou.
Acabou e eu estou só, como eu devia estar.
Eu preciso me apaixonar de novo.
Preciso sentir essa coisa boa de gostar de alguém.
Preciso sentir que o amor pode ser maior do que a gente imagina.
Preciso sentir que o amor nunca acaba.
Que o amor não é só sexo.
Que o amor não é tudo isso que eu senti até agora.
Preciso de alguém que me vire do avesso
Que me tire dessa rotina enfadonha que é a minha vida.
Quero alguém que não tenha vergonha de dizer que ama.
Que não me considere migalha.
Quero um amor maior do que todos esses que eu pensei sentir.
Quero aquele que não vá embora.
Que espere que toda a minha confusão se acabe.
Que acabe com a minha confusão ou que me deixe maluca de vez.
Eu quero amar.
Eu preciso de um rumo.
Quero parar de me sentir um ponto sem nó.
Quero me ver fazendo sentindo.
Encontrar sentido nas coisas.
Não tenho vontade de te ver de novo.
Mas é certo que te amei demais.
Te amei tanto que me perdi e não soube o que fazer com esse amor.
Te amei tanto que deixei de me amar e você sequer acreditou em mim.
Te amei tanto que estou escrevendo agora sob efeito do álcool
Sã eu não te amaria tanto.
Sã meu amor não sairia assim facilmente.
Foi mais difícil pra mim assumir que sinto saudade de você
do que de fato te amar.
Eu quero sair disso.
Quero saiba que apesar da falta que você me faz eu ainda sobrevivo.
Eu ainda estou aqui, pronta pra sofrer de novo.
E você sabe que nosso amor era grande demais pra mim.
Era tão grande que eu não pude suportar.
Era maior do que eu mesma.
Era maior do que a gente.
Era maior do que tudo.
Era tão grande que eu aceito que você o distribua ao resto do mundo.
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Diana Maurício
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22:07:00
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Sexta-feira, Julho 11, 2008
Jaboticaba
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Diana Maurício
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