Falar sobre algo é sinal de que conhecemos assunto sobre o qual vamos falar. Pelo menos comigo é assim, e como não sei sobre muita coisa, dificilmente arrisco algum palpite.
Quando eu falo em sentimento, eu prefiro não falar. Às vezes sinto que as palavras não me vêm.
Como explicar, por exemplo, quando gosto de alguém?
O que pode parecer simples, de fato não é.
Gostar é muito grande... Quando eu gosto, eu gosto mesmo! Não gosto só pra dizer que gosto. Gosto porque dentro de mim uma coisa fala mais alto.
Quando chego a gostar, não é apenas uma música que faz com que eu me lembre dele, mas são todas as melodias suaves que eu escuto...
Não é apenas em um dia de chuva, quando me sinto sozinha, que tenho vontade de estar com ele. É em um dia de sol quando estou cercada de gente, é em um dia nublado quando estou estudando, é em um dia de qualquer clima, e de qualquer jeito, porque quando eu gosto, eu gosto sempre!
Quando estamos juntos qualquer coisa é motivo para sorrir. E quando não estamos, tudo me faz sorrir também, porque concordo Fernando Pessoa, em Alberto Caiero, no poema Pastor Amoroso, quando diz que “mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo”...
Quando gosto, quero namorar, quero estar junto o tempo todo... Porque pra mim não falta nada, e eu sei que não falta porque com ele eu sou paciente, sou compreensiva, sou humana, sou sensível, sou melhor do que sou de verdade. Com ele meu coração emite um ruído lancinante. Com ele eu desatino e sou racional ao mesmo tempo.
Como diria Chico Buarque, “quando eu amo, eu devoro todo meu coração, eu odeio, eu adoro, numa mesma oração”...
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