Ela havia saído na noite passada, já com a certeza de que a noite não seria boa.
Foi nos lugares que costumava ir quando tinha alguma esperança de que seus sentimentos fossem correspondidos. Agora, porém, ela nem queria que isso acontecesse.
Apenas saiu de casa procurando um subterfúgio. Queria esquivar-se do efeito das suas próprias escolhas.
Leu o horóscopo, como de costume (não que ela acreditasse nisto, mas ler algumas palavras que a faziam sair da realidade, às vezes era bom).
Foi nos lugares que costumava ir quando tinha alguma esperança de que seus sentimentos fossem correspondidos. Agora, porém, ela nem queria que isso acontecesse.
Apenas saiu de casa procurando um subterfúgio. Queria esquivar-se do efeito das suas próprias escolhas.
Leu o horóscopo, como de costume (não que ela acreditasse nisto, mas ler algumas palavras que a faziam sair da realidade, às vezes era bom).
E sua cor para o dia era cinza.
Cinza, como o céu ficava nos dias de frio.
Cinza, como os seus pensamentos estavam no momento.
Durante a noite, seu corpo ia de acordo com a direção do vento.
Quando sentada, não conseguia controlar-se, e divagava horas a fio.
Quando de pé, só queria sentar-se.
No ambiente que ela escolhera estar para não pensar em si mesma, havia uma música, que ela não gostava. Isto, entre outras coisas, adiantou sua volta para casa.
Tinha a mente cansada e tudo que ela pensou em fazer, foi não pensar em nada.
Em casa, já despida, de roupas e ilusões, ela adormeceu.
Um sono profundo, sem sonhos.
Quando despertou, teve aquela sensação que a perseguia há muitos dias. A sensação de que não andava pelo caminho certo. A sensação de que não fizera mais nada na vida, a não ser tentar mostrar às outras pessoas que ela era uma boa pessoa. E nem isto, importava mais. Não tinha mais interesse em saber o que os outros pensavam dela.
Da janela da sala, ela via o céu da tarde, e sobre um velho caderno, em que desabafava suas tristezas, ela desejou sumir daquele lugar um dia. Prometeu a si mesmo, que não iria mais permitir que as outras pessoas investigassem sua vida.
Um dia. Sim, um dia!
Um dia ela iria sair daquele lugar e reconstruir seus sonhos, e às vezes, até mesmo encontrar motivos para destruí-los novamente.
Cinza, como o céu ficava nos dias de frio.
Cinza, como os seus pensamentos estavam no momento.
Durante a noite, seu corpo ia de acordo com a direção do vento.
Quando sentada, não conseguia controlar-se, e divagava horas a fio.
Quando de pé, só queria sentar-se.
No ambiente que ela escolhera estar para não pensar em si mesma, havia uma música, que ela não gostava. Isto, entre outras coisas, adiantou sua volta para casa.
Tinha a mente cansada e tudo que ela pensou em fazer, foi não pensar em nada.
Em casa, já despida, de roupas e ilusões, ela adormeceu.
Um sono profundo, sem sonhos.
Quando despertou, teve aquela sensação que a perseguia há muitos dias. A sensação de que não andava pelo caminho certo. A sensação de que não fizera mais nada na vida, a não ser tentar mostrar às outras pessoas que ela era uma boa pessoa. E nem isto, importava mais. Não tinha mais interesse em saber o que os outros pensavam dela.
Da janela da sala, ela via o céu da tarde, e sobre um velho caderno, em que desabafava suas tristezas, ela desejou sumir daquele lugar um dia. Prometeu a si mesmo, que não iria mais permitir que as outras pessoas investigassem sua vida.
Um dia. Sim, um dia!
Um dia ela iria sair daquele lugar e reconstruir seus sonhos, e às vezes, até mesmo encontrar motivos para destruí-los novamente.
Mas ela só queria ir embora.
1 opiniões:
Tomara que a menina que vê as coisas em cinza, possa aprender a descobrir o quanto é legal enxergar colorido... tomara que aprenda a se sentir bem quando as coisas não estão do jeito que ela gostaria. E tomara também que ela descubra o quanto a vida pode ser bacana se agente não se preocupar com ela...
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